Em entrevista recente à equipe da Thomann, o fundador da EMG, Rob Turner, compartilhou detalhes sobre a origem da empresa e como os captadores se tornaram referência no heavy metal, mesmo sem essa intenção inicial. Fundada em 1976, a EMG surgiu com foco em qualidade de sinal para gravações, não em distorção ou ganho extremo. “A ideia do heavy metal não era, na verdade, minha intenção inicial”, explicou Turner. “Estávamos mais focados no aspecto de estúdio na limpeza do sinal.”
Segundo ele, a associação com o metal veio naturalmente, à medida que músicos do gênero descobriram o potencial dos captadores ativos. Um dos primeiros a notar isso foi um jovem Kirk Hammett, do Metallica. “Ele ligou e disse que queria fazer um instrumento, mas eu não tinha ideia de quem ele era. Acho que nem ele sabia quem era, na verdade”, relembrou Turner. Hammett levou uma Stratocaster roxa com dois single-coils e um humbucker para instalação, e a partir dali, a relação entre EMG e o metal começou a se consolidar.
Hoje, a configuração EMG 81/85 é praticamente um padrão entre guitarristas de metal, usada por nomes como Zakk Wylde, James Hetfield e Jeff Loomis. A clareza, o baixo ruído e a resposta precisa dos captadores ativos tornaram-se características desejadas para riffs pesados e solos definidos, mesmo que isso não estivesse nos planos originais da empresa.