Vídeo: Nasi transforma “Corpo Fechado” em samba com ajuda de inteligência artificial

Lançada originalmente em 2006 no álbum Onde os anjos não ousam pisar, “Corpo Fechado” surgiu como um rock de atmosfera sombria, marcado por batuques incomuns que soavam quase alienígenas dentro do arranjo. Vinte anos depois, Nasi reapresenta a canção sob uma nova forma: um samba de cadência tradicional, evocando a prosódia dos partidos altos de Martinho da Vila e de outros sambas dos anos 1970

O detalhe que muda tudo é que essa transformação foi feita com o auxílio da inteligência artificial. O uso da IA é justamente o conceito central de nAsI – Artificial intelligence, novo álbum do cantor paulista, previsto para o primeiro semestre de 2026. “Corpo Fechado”, programado para sair na sexta-feira, 23 de janeiro, data em que Nasi completa 64 anos, é a primeira amostra do projeto.

Criada também com IA, a capa do single apresenta Nasi rejuvenescido na Lapa, tradicional reduto do samba no centro do Rio de Janeiro, reforçando o diálogo entre tecnologia, memória musical e cultura popular brasileira.

Outras releituras prometidas no álbum ampliam ainda mais o experimento. “Ogum” (2010) teria ganhado uma levada porto-riquenha; “Feitiço na Rua 23” (2012) teria sido transformada em trap; enquanto “Poeira nos Olhos” (1995), composição inspirada em Equinox, de John Coltrane, teria recebido arranjo afro-cubano e até um novo título em espanhol: Polvo en los ojos.

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