O músico, escritor e comentarista Henry Rollins voltou a expressar críticas contundentes ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declarações recentes e resgatadas de entrevistas anteriores. Em conversa com a Blabbermouth, Rollins afirmou que Trump “não entende o poder do cargo” e que suas declarações públicas podem ter impactos profundos, como afetar o mercado financeiro ou decisões militares. “Se fosse eu, usaria esse poder com uma quantidade inacreditável de cautela”, disse.
Rollins também lamentou a falta de preparo e articulação do presidente: “Alguns presidentes sabiam quem foram os últimos cinco líderes de um país. Sabiam o que foi a Ofensiva do Tet. E agora temos alguém que fala de forma incrivelmente inarticulada e trata temas complexos com superficialidade.”
Desde 2015, Rollins tem se posicionado contra Trump, apoiando Bernie Sanders na corrida presidencial e chamando o então candidato de “um rico entediado sendo grosseiro”. Em 2019, durante o primeiro mandato de Trump, Rollins declarou ao Daily Beast que acreditava que o governo aceleraria o fim do preconceito nos EUA. “A juventude está rejeitando o racismo, a misoginia e a homofobia. Eles não querem repetir os erros dos mais velhos”, afirmou.
Rollins também comentou sobre mudanças culturais em sua vizinhança, antes dominada por sobreviventes da Segunda Guerra Mundial e agora ocupada por jovens modernos. Para ele, essa transformação representa uma rejeição ao conservadorismo antiquado: “O velho guarda está morrendo, esperneando.”
Em entrevistas anteriores, como ao Columbus Monthly e ao programa HARDtalk da BBC, Rollins já havia criticado o estilo populista de Trump e o que chamou de “emburrecimento sistemático” de parte da população americana. “As pessoas estão sobrecarregadas, trabalhando dois empregos, e acabam aceitando discursos simplistas em tempos difíceis. Historicamente, é assim que se convencem pessoas a fazer coisas impensáveis”, concluiu.