Vídeo: David Ellefson reflete sobre o impacto do grunge nos anos 90 e a trajetória do Megadeth

No episódio mais recente do podcast 100 Songs That Define Heavy Metal, apresentado por Brian Slagel, o ex-baixista do Megadeth, David Ellefson, revisitou uma das discussões mais recorrentes da história do metal: o grunge realmente matou o hard rock e o metal no início dos anos 1990, ou apenas forçou as bandas a se reinventarem?

Ellefson destacou que, embora Seattle tenha dominado a MTV e deslocado a cena da Sunset Strip, o grunge não tinha como alvo o thrash metal. Bandas como Megadeth, Slayer e Metallica continuaram ativas, mas precisaram se adaptar. Para ele, a questão central da época era simples: “Vocês querem sobreviver ou não?”

Segundo o músico, os anos 90 exigiram que artistas entendessem que a música pesada também fazia parte do show business, e que o público sempre foi o verdadeiro “chefe” das bandas. Ele lembrou que muitos músicos de Seattle eram fãs de thrash e que nunca houve oposição direta ao metal extremo. “Sempre defendi o grunge, porque eu gostava muito dele. Muitas das coisas do Nirvana são meio punk, e eu acho isso legal”, afirmou.

Ellefson também reconheceu que a ascensão do grunge foi um ponto de virada para o Megadeth. O período levou a banda a repensar sua trajetória, mas também a cometer erros. “Quando chegamos ao álbum Risk [1999], tínhamos uma gestão diferente e nos perdemos perdemos mesmo”, admitiu.

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