Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, protagonizou um momento marcante ao cantar o hino nacional dos Estados Unidos, “The Star-Spangled Banner”, antes da partida entre Pittsburgh Steelers e Seattle Seahawks, realizada no Acrisure Stadium, em Pittsburgh, Pensilvânia, no domingo, 14 de setembro. A performance foi feita a cappella, sem acompanhamento instrumental, e marcou a estreia de Dickinson em eventos esportivos desse porte nos Estados Unidos.
O cantor revelou o convite em entrevista à soprano Elizabeth Zharoff, mencionando que aceitou o desafio e que ensaiaria o hino durante seu show solo em Boston, no dia 11 de setembro. Na ocasião, ele compartilhou com o público que estava determinado a cantar sem recorrer a teleprompter ou anotações, e que a apresentação seria sua única chance de praticar antes do evento oficial.
Durante o show em Boston, Dickinson também relembrou sua experiência pessoal em Nova York durante os atentados de 11 de setembro de 2001. Ele contou que estava lendo um manual de Boeing 757 à beira da piscina do hotel quando ouviu falar sobre o impacto de um avião nas torres. Mais tarde, ao tentar doar sangue, foi informado de que não havia sobreviventes suficientes para justificar a coleta. Ele descreveu o ambiente como surreal, com uma atmosfera de silêncio e incredulidade.
A apresentação no estádio aconteceu entre dois compromissos da turnê solo “The Mandrake Project Live 2025”, que divulga o álbum lançado em março pela BMG. Bruce se apresentou na região de Pittsburgh no sábado, dia 13, e seguiu para Silver Spring, Maryland, para outro show no mesmo domingo. A banda que o acompanha inclui Dave Moreno na bateria, Mistheria nos teclados, Tanya O’Callaghan no baixo, Philip Näslund e Chris Declercq nas guitarras. O guitarrista Roy “Z” Ramirez, colaborador de longa data, não faz parte da formação atual.
A performance de Dickinson no jogo da NFL foi recebida com entusiasmo pelo público e reforçou sua versatilidade como artista, além de prestar uma homenagem significativa em uma data de forte carga emocional para os norte-americanos.