O cartunista Gilmar Machado Barbosa venceu a disputa judicial movida pelos músicos Roger Moreira e Marcos Kleine, da banda Ultraje a Rigor. A decisão foi tomada pela 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que rejeitou o recurso dos músicos e reafirmou que as charges publicadas por Gilmar — mesmo ácidas e contundentes — estão protegidas pela liberdade de expressão e pelo direito à crítica.
A ação judicial pedia R$ 30 mil em indenização por danos morais, alegando que as charges os retratavam como “fascistas falidos”, “racistas” e “lambe-botas de genocida”. A relatora do caso, desembargadora Maria do Carmo Honório, destacou que os músicos são figuras públicas e, portanto, sujeitos a críticas proporcionais à sua exposição midiática. Ela também apontou que as charges se referiam a episódios anteriores envolvendo os próprios músicos, como a polêmica com o radialista Marco Antônio Abreu, da Kiss FM.
Gilmar celebrou a vitória como um marco na defesa da liberdade artística e jornalística, afirmando que o assédio judicial tem sido usado como ferramenta de intimidação por setores da extrema direita, mas que neste caso “o tiro saiu pela culatra”. Nas redes sociais o cartunista comentou: