Um tribunal federal decidiu novamente a favor de Nirvana no processo movido por Spencer Elden, o homem que aparece nu quando bebê na capa icônica do álbum Nevermind lançado em 1991.
Elden havia acusado a banda, e os responsáveis pela arte do álbum, de produzir e lucrar com pornografia infantil, alegando que a imagem violava seus direitos quando ele era menor de idade. No entanto, o juiz Fernando M. Olguin descartou o processo em 30 de setembro de 2025, afirmando que a foto “não é pornografia infantil” e ressaltando que ela não se enquadra nos critérios legais de conduta sexual explícita.
O juiz destacou que, embora seja uma imagem de nudez infantil, ela se assemelha mais a uma fotografia familiar de um bebê tomando banho do que algo com conotação sexual. Olguin também questionou a coerência das ações de Elden ao longo do tempo, afirmando que ele aproveitou e se beneficiou da associação com a capa do álbum, o que “é difícil de conciliar” com as alegações de danos graves.
Essa não é a primeira vez que o processo é julgado: o caso havia sido rejeitado anteriormente por prescrição, mas em 2023 o Tribunal de Apelações dos EUA para a 9ª Região reverteu essa decisão, alegando que cada republicação da capa poderia constituir novo dano. A nova sentença reafirma o descarte do processo por insuficiência de base legal, mas ainda é possível que os advogados de Elden recorram ao veredito.
Crédito editorial: Wes Candela Photography LLC / articles.roland.com