As tarifas de importação implementadas durante o governo do presidente Donald Trump continuam gerando impactos na indústria de instrumentos musicais, especialmente no mercado de guitarras, segundo representantes do setor nos Estados Unidos.
Embora parte das tarifas tenha sido considerada ilegal pela Suprema Corte norte-americana em fevereiro, taxas relacionadas à importação de aço, alumínio e madeira seguem em vigor, afetando custos de produção e importação ligados ao setor musical.
O presidente da NAMM, John Mlynczak, voltou a criticar as medidas em depoimento realizado em 8 de maio perante o Comitê da Seção 301 do Representante Comercial dos Estados Unidos, em Washington.
Segundo Mlynczak, a indústria global de produtos musicais movimenta cerca de US$ 19,5 bilhões, sendo aproximadamente US$ 9 bilhões concentrados no mercado norte-americano. Em seu depoimento, ele afirmou que as tarifas aumentaram os custos para fabricantes e varejistas dos Estados Unidos, dificultando a competitividade do setor.
O executivo também declarou que instrumentos voltados a estudantes e iniciantes foram os mais afetados pelo aumento nos custos de importação. Segundo dados apresentados por ele, as importações de instrumentos de sopro teriam caído 27% em 2025, enquanto as de pianos registraram queda de 20%.
Durante a audiência, Mlynczak argumentou que a produção de instrumentos musicais depende de uma cadeia internacional de fornecimento construída ao longo de décadas, envolvendo materiais e componentes especializados provenientes de diferentes países.
De acordo com o representante da NAMM, o aumento dos custos de importação também afeta fabricantes norte-americanos, já que muitos componentes utilizados na produção local dependem de matérias-primas vindas do exterior.
As declarações foram dadas inicialmente à revista Billboard e posteriormente em depoimento oficial ao Comitê da Seção 301 do Representante Comercial dos Estados Unidos.