No livro póstumo Last Rites, Ozzy Osbourne reflete com sinceridade sobre seus últimos anos de vida, revendo sua carreira de quase seis décadas e reconhecendo o legado deixado. Ele admite que a morte vinha rondando “há seis anos, cada vez mais alta”, mas afirma que se sente aliviado, dizendo: “acho que deixei minha marca no mundo”, e expressa gratidão por não ter partido cedo, como muitos outros.
Em Last Rites (“Últimos Ritos”), o cantor revela desejos pessoais para o fim da vida: não quer ser cremado e, reforça o desejo dele e de Sharon, sua esposa, de algum dia serem enterrados lado a lado. Ele também desmente rumores de que o casal teria feito um pacto de suicídio, dizendo que isso é “besteira”; mas que esperam evitar um fim prolongado de dor ou sofrimento extremo.
Como é característico da personalidade de Ozzy, a linguagem do livro é uma mistura de humor sombrio e honestidade, o cantor comenta sobre o que gostaria de ver em sua lápide — algo simples e rápido: “I told you I wasn’t feeling well” (“Eu te disse que não estava me sentindo bem”), encarando sua mortalidade com um pouco de leveza. Ele admite que esses assuntos desagradáveis não são bem recebidos por sua família, especialmente por Sharon, mas reforça a importância de decidir como deseja que sua história seja lembrada e de como seria sua partida.
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