Novo filme do Pulp acompanha retorno da banda e shows em Londres

O Pulp transformou a fase de retorno aos estúdios e aos grandes palcos no filme “What Do You Do For An Encore?”. Com 90 minutos de duração, a produção acompanha dois shows realizados pela banda na O2 Arena, em Londres, e recupera diferentes momentos da trajetória do grupo britânico.

Dirigido por Garth Jennings, responsável anteriormente pelos videoclipes de “Help The Aged” e “A Little Soul”, o filme reúne imagens das duas apresentações com ingressos esgotados realizadas no ano passado, além de material de arquivo inédito, registros de bastidores e depoimentos dos integrantes.

Os shows foram registrados na mesma semana do lançamento de “More”, primeiro álbum de inéditas do Pulp em 24 anos. Em entrevista à NME, Jarvis Cocker afirmou que uma de suas principais dúvidas naquele momento era como as novas composições funcionariam ao lado das músicas mais antigas no repertório.

“O que me preocupava era se as músicas novas combinariam com as antigas. Será que funcionariam bem juntas ou não? Havia um intervalo de 24 anos entre os discos”, explicou o vocalista.

Segundo Cocker, a resposta do público às novas faixas e a integração delas ao repertório contribuíram para a dinâmica daquela sequência de apresentações. Para o cantor, voltar a tocar as músicas antigas ao mesmo tempo em que apresentava material novo trouxe uma sensação diferente à banda.

“Foi ótimo tocar as músicas antigas. É quando você toca ao vivo que elas voltam à vida. Mas ter material novo também fez parecer um novo começo”, afirmou.

Além dos shows em Londres, “What Do You Do For An Encore?” recupera a história do Pulp desde os primeiros anos em Sheffield até a projeção alcançada pelo grupo, especialmente a partir da década de 1990. O filme também aborda as diferentes formações da banda e presta homenagem ao baixista Steve Mackey, que morreu em 2023.

A produção chega após o lançamento de “More”, trabalho que encerrou o intervalo de mais de duas décadas sem um novo álbum de estúdio do Pulp. O disco sucedeu “We Love Life”, lançado em 2001.

Para Cocker, a atual fase mantém em aberto os próximos passos do grupo. O vocalista afirmou que parte do interesse em continuar trabalhando com música está justamente na impossibilidade de determinar antecipadamente os caminhos que um projeto pode seguir.

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