“Ninguém deveria querer”: Zak Starkey explica por que rejeita ideia de banda com filhos dos Beatles

Zak Starkey, baterista e filho de Ringo Starr, descartou definitivamente a formação de um grupo com outros filhos dos Beatles.

Apesar da colaboração musical com James McCartney e Sean Ono Lennon na faixa “Rip Off”, Zak afirma que não deseja reviver os desafios de fama extrema enfrentados por seus pais.

Durante entrevista ao jornal Independent, ele criticou a ilusão de que o novo grupo poderia igualar a grandiosidade do quarteto de Liverpool.

“Você acha mesmo que ser tão grande quanto os Beatles é bom? Não poder nem ir ao mercado?”, disparou.

A declaração, marcada por franqueza e ironia, reforça sua recusa ao culto público excessivo.

A ideia de uma “banda dos herdeiros” surgiu após a repercussão online de “Rip Off”, ainda inédita. Embora não tenha incluído Dhani Harrison, filho de George, Starkey disse que não havia necessidade: “Por que eu precisaria?”. A ausência alimentou especulações, mas o baterista não se intimidou.

Ele também apontou falta de conexão artística: “Se a gente tivesse dormido em colchões cheios de pulga numa boate em Hamburgo, talvez haveria química”, ironizou, referindo-se ao início humilde dos Beatles.

Starkey enfatizou que os músicos da nova geração cresceram cercados por conforto e distantes da jornada de seus pais.

Zak e o Mantra of the Cosmos

Ativo e criativo, Zak Starkey segue explorando sonoridades que mesclam psicodelia, eletrônica e rock britânico. O grupo marca uma nova fase do baterista, livre da sombra dos Beatles, embora carregue no DNA uma herança inevitável.

A escolha de não formar um supergrupo com os herdeiros de John, Paul e George evidencia a busca por autenticidade.

Para Zak, preservar sua liberdade musical e pessoal vale mais do que repetir um sucesso que, para ele, traz “uma vida de loucura que ninguém deveria querer”.

Conversando com o The Telegraph, Zak reforçou: “Não é como os Beatles. É o Mantra of the Cosmos com os filhos dos Beatles. Ainda é a minha banda”. A fala revela o desejo de manter autonomia artística e evitar rótulos nostálgicos que ofusquem a proposta original.

Confira o som do Mantra of The Cosmos:

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