Morrissey anunciou oficialmente a venda de todos os seus interesses comerciais relacionados ao The Smiths, encerrando de vez qualquer vínculo com a banda que ajudou a fundar em Manchester em 1982. O comunicado foi publicado em seu site oficial no dia 3 de setembro e inclui a oferta de direitos sobre o nome da banda, artes originais, catálogo musical, merchandising, sincronização, gravações e publicação. Segundo o portal Deadline, o valor da negociação pode atingir dezenas de milhões de dólares.
A decisão ocorre durante uma pausa na turnê de verão do artista, que retorna aos palcos ainda este mês com apresentações na América do Norte. Morrissey, que rompeu com a Red Light Management em 2024, justificou a medida alegando estar “esgotado por toda e qualquer ligação” com os ex-integrantes Johnny Marr, Mike Joyce e o falecido Andy Rourke. Em sua declaração, o cantor afirmou que deseja se proteger de associações que, segundo ele, geram “rancor e horror ano após ano”.
A venda segue uma tendência entre artistas consagrados que têm negociado seus catálogos por valores elevados, como Bruce Springsteen, David Bowie e o espólio de Michael Jackson. O movimento reforça o peso cultural e comercial do The Smiths, cuja obra continua influente décadas após a separação da banda em 1987.
A venda dos direitos do The Smiths marca um ponto final definitivo na história da banda sob a perspectiva de Morrissey, encerrando qualquer possibilidade de reconciliação ou reunião futura.