Em entrevista à Chaoszine, Max Cavalera falou abertamente sobre os desafios enfrentados por músicos na era digital e compartilhou sua empolgação com o novo álbum do Soulfly, intitulado CHAMA, lançado em 24 de outubro de 2025. O vocalista e guitarrista, conhecido por sua trajetória no Sepultura e no próprio Soulfly, refletiu sobre as mudanças drásticas na indústria da música nas últimas décadas.
Segundo Max, o cenário atual é muito mais difícil para bandas, especialmente as iniciantes. Ele relembrou que álbuns como Soulfly (1998), Roots (Sepultura) e Primitive (Soulfly) venderam milhares de cópias e conquistaram discos de ouro, algo raro nos dias de hoje. “Você tem que ser ativo nas redes sociais, fazer turnês, vender camisetas, ser criativo. É difícil”, afirmou. Ele também criticou o impacto das plataformas de streaming, dizendo que “criaram esse monstro e agora não sabem como desfazê-lo”, lamentando que os músicos sejam os mais prejudicados por esse novo modelo.
Apesar das dificuldades, Cavalera demonstrou entusiasmo com o lançamento de CHAMA, o 13º álbum de estúdio do Soulfly. Ele destacou a importância de ainda poder produzir álbuns completos e o valor que muitos fãs ainda dão ao formato físico, especialmente o vinil. “A paixão pela música ainda existe, e eu adoro isso. É por isso que vou continuar, porque acredito no álbum e no poder de um álbum”, declarou.
CHAMA foi produzido por Zyon Cavalera (filho de Max e baterista da banda) e Arthur Rizk, e traz uma narrativa conceitual sobre um menino das favelas brasileiras que encontra seu caminho espiritual entre tribos da Amazônia. O disco mistura elementos tribais, groove metal e influências indígenas, mantendo a identidade sonora do Soulfly com uma abordagem moderna.
Atualmente, o Soulfly está em turnê pela Costa Oeste dos Estados Unidos ao lado do Go Ahead And Die, outro projeto de Max. A banda também passou pela Alemanha em junho com a turnê “Spirit Animal Tour”, com shows em cidades como Essen, Frankfurt e Saarbrücken.