Marilyn Manson causa polêmica em show gratuito no México

O cantor Marilyn Manson se apresentou na Feira Nacional Potosina (FENAPO), em San Luis Potosí, México, diante de um público estimado em mais de 200 mil pessoas. O show gratuito, promovido pelo governo estadual, gerou forte reação de grupos religiosos e conservadores, que consideraram a presença do artista “inapropriada” para um evento voltado às famílias.

A União Nacional de Pais reuniu mais de 6 mil assinaturas pedindo o cancelamento da apresentação, alegando que o conteúdo das músicas e a estética do espetáculo não condiziam com os valores da comunidade. A Arquidiocese local também se manifestou contra o evento, com o arcebispo Jorge Cavazos Arizpe enviando uma carta ao governador solicitando o veto ao show.

Apesar da pressão, o governador Ricardo Gallardo Cardona manteve a programação e defendeu publicamente sua decisão. Em entrevista à Billboard Español, ele afirmou que a contratação de Manson foi um ato em “defesa da liberdade de expressão” e uma tentativa de combater o “atraso cultural” que, segundo ele, manteve o estado afastado de grandes eventos por décadas.

“Se ele já se apresentou em Roma, berço do catolicismo, por que não poderia tocar aqui?”, questionou o governador. “Isso não é sobre religião; é sobre justiça cultural, sobre criar unidade e devemos fazer isso por meio da música.”

Durante o dia do show, uma cabeça de vaca foi deixada em frente à Catedral Metropolitana de San Luis Potosí, em resposta aos protestos religiosos. Nas redes sociais, Gallardo publicou fotos ao lado de Manson e declarou que a noite “ficará marcada na história” da cidade.

O setlist incluiu clássicos como “The Beautiful People”, “Sweet Dreams (Are Made of This)”, “Disposable Teens” e “Tourniquet”. A apresentação fez parte da turnê One Assassination Under God, que começou em agosto nos Estados Unidos e retorna ao México em dezembro, no Knotfest.

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