Kreator: Mille Petrozza detalha processo criativo do novo álbum

Mille Petrozza, vocalista e guitarrista do Kreator, falou recentemente sobre o processo criativo do novo álbum da banda, Krushers Of The World, durante participação no programa Coffee With Ola, apresentado por Ola Englund. Petrozza explicou que sua abordagem começa com riffs que desafiam seus limites técnicos: “É como um quebra-cabeça. Você cria riffs que parecem um pouco além do que consegue tocar. Com prática e ensaio, eles acabam fluindo, especialmente nos primeiros shows da turnê.”

Ao contrário de muitos guitarristas de metal que priorizam os riffs, Mille revelou que, para ele, as letras costumam vir primeiro. A partir de uma ideia lírica ou refrão, os riffs são desenvolvidos para se encaixar harmonicamente em sua voz e funcionar ao vivo. “Sempre é bom tocar um pouco acima das suas capacidades, porque isso te torna um músico melhor”, destacou.

O músico também comentou sobre a diversidade de processos criativos no metal, lembrando que cada banda tem sua própria fórmula. “Não existe regra. Para o Kreator, funciona começar com um tema lírico. Mas outras bandas, como o Metallica, podem começar pelos riffs. O importante é encontrar o que é melhor para a música.”

Petrozza ainda refletiu sobre sua preferência por composições cativantes e memoráveis, em contraste com estruturas excessivamente complexas. “Adoro Rush e Tool, mas gosto quando há equilíbrio entre técnica e composição. Se for complicado só por ser complicado, não é do meu gosto.”

Sobre a produção de Krushers Of The World, Mille revelou que trabalhou em demos caseiras com Andy Posdziech, da banda Any Given Day, que já tinham qualidade próxima de um álbum finalizado. “As demos estavam tão detalhadas que quase soavam como o disco. Convivi com elas por meses antes de levá-las ao estúdio de Jens, onde fizemos uma pré-produção ainda mais refinada.”

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