Josh Freese, um dos bateristas mais versáteis e requisitados do rock moderno, abriu o coração sobre sua saída do Foo Fighters em uma entrevista reveladora ao The New York Times. Embora tenha sido chamado para ocupar um lugar extremamente delicado, o de substituir o falecido Taylor Hawkins. Freese admitiu que nunca se conectou verdadeiramente com o som da banda. “Não era música com a qual eu realmente me identificava,” disse ele com franqueza.
Apesar da pressão de “salvar o dia” e da carga emocional que envolvia sua entrada no grupo, Freese manteve o bom humor: chegou a publicar uma lista com os “10 principais motivos” pelos quais poderia ter sido demitido, incluindo brincadeiras como “assobiar ‘My Hero’ sem parar por uma semana”. Mas por trás da leveza, havia uma exaustão real ele descreveu a necessidade de estar “a todo vapor o tempo todo” durante os exigentes shows de três horas da banda.
Curiosamente, sua saída coincidiu com uma troca quase cômica de bateristas: Ilan Rubin, que tocava com o Nine Inch Nails, foi para o Foo Fighters, enquanto Freese retornou ao NIN, banda com a qual já havia colaborado entre 2005 e 2008. Essa “dança das baquetas” entre dois gigantes do rock alternativo só reforça o status de Freese como um músico de elite, com mais de 500 discos no currículo e passagens por nomes como Guns N’ Roses, The Offspring, Evanescence e Rob Zombie.
Dave Grohl, por sua vez, não demonstrou mágoas. Após a separação, elogiou publicamente Freese, chamando sua bateria de “magia estrondosa”. Isso reforça a ideia de que o problema não estava na química entre os músicos, mas sim na gestão e nas expectativas que cercavam o momento delicado da banda.