O Imminence lança nesta sexta-feira (2) “Axis Mundi”, sexto álbum de estúdio da banda sueca e primeiro trabalho pelo selo Sumerian Records. O disco dá sequência ao período de crescimento do grupo após “The Black”, de 2024, e amplia o uso de elementos eletrônicos, diferentes texturas e contrastes entre passagens melódicas e partes mais pesadas.
Um dos principais elementos da identidade recente do Imminence é o violino tocado pelo vocalista Eddie Berg. O instrumento ganhou espaço especialmente a partir de “The Black”, tanto nas gravações quanto nas apresentações ao vivo. No novo álbum, porém, a banda buscou utilizá-lo de maneira mais integrada aos arranjos.
Segundo o guitarrista Harald Barrett, o objetivo não é simplesmente inserir um solo de violino em todas as músicas. Para ele, o instrumento precisa contribuir para a composição e para a identidade da faixa. Berg segue a mesma abordagem e explica que escolhe entre cantar, utilizar vocais extremos ou tocar violino de acordo com a emoção que pretende transmitir.
Essa proposta aparece em faixas como “The Sword That Never Bends”, na qual o violino ganha maior destaque, e “If Not Now, When”, composição que explora uma atmosfera marcada pela melancolia. Barrett relaciona parte dessa característica à formação musical do grupo na Suécia e à influência de artistas locais.
Entre as principais referências citadas pelos integrantes está o In Flames, banda que Berg e Barrett acompanhavam desde a juventude. O guitarrista também aponta August Burns Red e Killswitch Engage entre suas influências dentro do metalcore, enquanto Berg destaca o Cult of Luna. Fora do metal, nomes como Kent e Sigur Rós também são mencionados como referências para a construção sonora do novo trabalho.
Apesar dessas influências, os músicos afirmam que procuram não acompanhar tendências atuais com o objetivo de reproduzi-las. Segundo Berg, o aumento da presença de elementos eletrônicos em “Axis Mundi”, por exemplo, não surgiu de uma decisão previamente estabelecida, mas do próprio processo de composição.
O álbum também trabalha com extremos dentro das mesmas músicas. “Didn’t Think About You Lately” utiliza sintetizadores e elementos próximos do bedroom pop, enquanto “Devil May Try” segue uma direção mais pesada e dissonante. Berg descreveu essa abordagem como uma forma de peso diferente daquela explorada anteriormente pela banda.
Para Barrett, essa dualidade entre momentos mais agressivos e passagens mais suaves representa uma característica central do Imminence. A proposta de “Axis Mundi” é fazer com que essas mudanças também sejam transmitidas pelos instrumentos, e não apenas pelos vocais e pelas letras.
Formado na Suécia e em atividade desde 2009, o Imminence chega ao sexto álbum após a repercussão de “The Black”, trabalho que ampliou a projeção internacional do grupo e consolidou o violino como um dos elementos de sua sonoridade. Em “Axis Mundi”, a banda procura manter essa característica enquanto expande os recursos utilizados em suas composições.