O Gorillaz está celebrando seus 25 anos com uma proposta que equilibra memória e reinvenção. Mesmo que Damon Albarn e Jamie Hewlett não sejam fãs declarados de nostalgia, é impossível ignorar o peso de uma trajetória que começou como uma crítica ao pop fabricado e se transformou em um dos projetos mais inovadores da música contemporânea.
A exposição House of Kong, em Londres, é uma imersão no universo da banda virtual, com instalações, artes originais e experiências interativas. Paralelamente, a banda fará uma série de shows especiais, tocando seus três primeiros álbuns na íntegra, culminando em uma apresentação surpresa. É uma forma de revisitar o início sem perder o olhar para o futuro.
Albarn, sempre envolvido em múltiplos projetos, reflete sobre os desafios enfrentados por novos artistas hoje, comparando com a liberdade criativa dos anos 80. Hewlett relembra como o Gorillaz foi inicialmente visto com ceticismo, mas acabou conquistando uma geração que se conectou com os personagens e, por meio deles, com a música.
A essência do Gorillaz continua sendo a colaboração e a experimentação. Mesmo com o tempo passando, o projeto permanece como um espaço fértil para ideias que desafiam convenções e criam pontes entre estilos, culturas e gerações.