A banda britânica Fury, originária da região de West Midlands, lançou de forma independente quatro álbuns desde 2014. Em entrevista recente ao Guitar, o vocalista e guitarrista Julian Jenkins e a baixista Becky Baldwin refletiram sobre Interceptor, lançado no ano passado e considerado por eles o melhor trabalho da carreira até agora.
Segundo Jenkins, o som do Fury bebe diretamente da fonte do metal clássico, com influências claras de Iron Maiden, Metallica e Motörhead, mas sempre com uma identidade própria. Ele destaca que Interceptor se sobressai em relação aos trabalhos anteriores graças à produção mais criativa, ao uso pontual de teclados e ao reforço dos elementos melódicos.
Para Becky Baldwin, a confiança do grupo cresceu bastante nos últimos anos, impulsionada por apresentações em grandes festivais após o período de lockdown. Esse crescimento levou o Fury a assinar com a gravadora dinamarquesa Mighty Music, encerrando uma longa fase totalmente independente.
Segundo a baixista, a parceria oferece uma estrutura melhor para que o grupo foque em música e turnês, além de abrir portas para mercados estratégicos como Alemanha, Suécia e países vizinhos, onde o estilo da banda é bem recebido.
Entre os destaques de Interceptor está a faixa “DTR”, marcada pelo diálogo entre vocais masculinos e femininos. Jenkins descreve a música como divertida, ousada e até um pouco brega, mas com a intenção clara de arrancar sorrisos do público.