Duncan Sheik, cantor de “Barely Breathing”, morre aos 56 anos

Duncan Sheik, cantor, compositor e músico conhecido pelo sucesso “Barely Breathing” e pelo trabalho no musical “Spring Awakening”, morreu nesta quinta-feira (17), aos 56 anos, em Manhattan, nos Estados Unidos.

A morte foi confirmada pela família do artista nas redes sociais. Suzanne Sheik, mãe do músico, informou ao The New York Times que a causa foi falência de órgãos. Nos dias anteriores, a família havia comunicado que Sheik estava recebendo atendimento médico e se encontrava em estado crítico, mas estável.

Nascido em 1969, Sheik ganhou projeção internacional em 1996 com “Barely Breathing”, lançada em seu álbum de estreia autointitulado. A música chegou à 16ª posição da Billboard Hot 100 e permaneceu durante 55 semanas na parada norte-americana.

O desempenho da faixa também rendeu ao músico uma indicação ao Grammy na categoria de Melhor Performance Vocal Pop Masculina. Embora “Barely Breathing” tenha se tornado o principal sucesso comercial de sua carreira como cantor, Sheik continuou lançando discos e posteriormente ampliou sua atuação para o teatro musical.

Ao lado do dramaturgo e letrista Steven Sater, Sheik desenvolveu “Spring Awakening”, adaptação da peça escrita por Frank Wedekind no final do século XIX. O musical estreou na Broadway em 2006 e conquistou oito Tony Awards, incluindo Melhor Musical.

Sheik recebeu dois prêmios Tony pelo trabalho, nas categorias Melhor Trilha Sonora Original e Melhores Orquestrações. A gravação do elenco de “Spring Awakening” também conquistou um Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical.

A produção contribuiu ainda para projetar nomes como Jonathan Groff, Lea Michele e John Gallagher Jr. nos palcos de Nova York. Depois do sucesso, Sheik continuou trabalhando no teatro e participou de projetos como “American Psycho”, “Alice by Heart” e “The Secret Life of Bees”.

Paralelamente, manteve sua produção como artista solo. Ao longo da carreira, lançou nove álbuns de estúdio, sendo “Claptrap”, de 2022, o mais recente.

Duncan Sheik deixa uma trajetória dividida entre a música popular e o teatro, iniciada com a projeção alcançada nos anos 1990 e posteriormente ampliada por seu trabalho como compositor para os palcos.

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