Dee Snider critica bandas que anunciam turnês de despedida e depois retornam

Dee Snider voltou a se posicionar contra bandas que anunciam turnês de despedida e retomam as apresentações alguns anos depois. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o vocalista do Twisted Sister afirmou que o problema não está na decisão de continuar tocando, mas na utilização do caráter definitivo da despedida como parte da divulgação e comercialização da turnê.

Segundo Snider, artistas podem permanecer em atividade pelo tempo que desejarem, desde que não apresentem uma série de shows como a última oportunidade de vê-los ao vivo para depois retomarem as atividades.

“Você não precisa parar de tocar. Não estou dizendo para você ir embora. Fique para sempre. Nós não queremos que você vá embora”, afirmou. “Só não anuncie uma turnê de despedida, nos venda todo aquele pacote fajuto de despedida e depois volte daqui a alguns anos.”

O vocalista também abordou outro tema recorrente entre grupos de longa trajetória: a continuidade de bandas sem integrantes da formação original ou considerada clássica.

Para Snider, a utilização do nome de uma banda nessas circunstâncias pode gerar uma expectativa diferente daquela encontrada pelo público no palco. O músico defendeu que pelo menos integrantes associados às principais fases da trajetória do grupo estejam envolvidos nas apresentações.

“É uma banda de rock, meu bem, e você precisa ter pessoas. Pessoas originais da formação clássica precisam estar lá”, declarou.

A manifestação provocou respostas de fãs nas redes sociais, levando Snider a reforçar seu posicionamento. Em uma das respostas, o cantor afirmou, em tom de brincadeira, que voltaria dos mortos para assombrar os próprios filhos caso eles herdassem o nome Twisted Sister e realizassem uma turnê sem qualquer integrante original.

O tema das turnês de despedida acompanha o próprio Twisted Sister. A banda realizou entre 2015 e 2016 a turnê “Forty and Fuck It”, apresentada na época como sua despedida dos palcos. Nos últimos anos, entretanto, o grupo voltou a realizar apresentações pontuais e anunciou novos compromissos relacionados às comemorações de sua trajetória.

Snider tem argumentado que existe uma diferença entre reuniões ocasionais e a realização de uma nova turnê apresentada comercialmente como retorno permanente da banda. Para o vocalista, sua crítica está concentrada principalmente no uso repetido do conceito de “última turnê” como ferramenta para a venda de ingressos e produtos.

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