A crise interna no Cradle of Filth ganhou novos contornos após Dani Filth, vocalista e líder da banda, publicar uma longa declaração nas redes sociais em 29 de agosto. A mensagem veio na esteira da saída da tecladista e vocalista Zoe Federoff e da demissão de seu marido, o guitarrista Marek “Ashok” Smerda, durante a turnê sul-americana do grupo.
No comunicado, Filth afirma que decidiu se manifestar após diversas acusações feitas contra ele, a equipe de gestão e a banda como um todo. Ele justifica o atraso da declaração pela necessidade de reflexão e pelo ritmo intenso da turnê, que inclui longas viagens e apresentações consecutivas.
Sobre a polêmica envolvendo contratos, Filth esclarece que o documento apresentado aos músicos não era definitivo, mas sim uma proposta inicial para discussão. Segundo ele, a crise foi agravada por falhas de comunicação quanto à natureza do contrato. Ele também nega que os integrantes sejam impedidos de trabalhar com outros projetos paralelos, afirmando que a banda ocupa cerca de 40% do ano com atividades e que os músicos têm liberdade para complementar sua renda.
Filth descreve os primeiros dias da turnê como tensos e atribui parte do conflito à dificuldade de Zoe Federoff em se adaptar ao grupo. Ele acusa a ex-integrante de tentar difamar a banda e sua equipe, e elogia os empresários Dez Fafara e Anahstasia da The Oracle Management, que, segundo ele, têm sido fundamentais para manter a estrutura da turnê funcionando.
A declaração de Dani Filth surge como uma tentativa de equilibrar a narrativa após acusações públicas feitas por Federoff e Smerda, que alegaram ambiente tóxico, baixa remuneração e gestão abusiva. A banda segue com sua agenda de shows pela América Latina, enquanto o episódio levanta questões sobre as condições de trabalho e os bastidores da indústria musical extrema.