Alanis Morissette processa ex-empresária de turnê por suposta extorsão

Alanis Morissette entrou com um processo contra sua ex-empresária de turnê, Keren Urinov, acusando-a de extorsão, fraude e declaração falsa por negligência. A ação está relacionada a acontecimentos ocorridos durante e após a turnê mundial realizada pela cantora em 2025.

Segundo documentos judiciais obtidos pela Entertainment Weekly, Morissette afirma ter sido alvo de uma tentativa de chantagem. De acordo com a acusação, Urinov teria ameaçado associar a cantora a um caso envolvendo drogas caso não recebesse um contrato de 15 anos como diretora de turnê em tempo integral, além de salário, reajustes anuais e bônus.

O episódio que deu origem à disputa teria ocorrido em 12 de julho de 2025, durante uma viagem da equipe para uma apresentação na Espanha. Conforme a versão apresentada no processo, a bagagem de Urinov foi apreendida no Aeroporto de Farnborough, no Reino Unido, depois que autoridades encontraram substâncias identificadas como maconha e xilazina, medicamento utilizado principalmente na medicina veterinária.

Morissette sustenta que Urinov declarou às autoridades britânicas ser a proprietária das substâncias encontradas. A cantora afirma que essa versão teria sido reiterada durante um novo interrogatório realizado no dia seguinte.

Ainda segundo a ação, a situação mudou após o encerramento da turnê. Morissette alega que Urinov e seu advogado passaram a enviar correspondências nas quais ameaçavam relacioná-la às substâncias apreendidas caso as exigências profissionais não fossem atendidas.

A cantora solicita julgamento por júri e uma indenização superior a US$ 75 mil por danos materiais e morais. Procurado pela Entertainment Weekly, o advogado de Urinov não havia se manifestado sobre as acusações.

As alegações apresentadas por Morissette fazem parte de uma ação judicial em andamento e ainda não representam uma decisão ou conclusão da Justiça sobre o caso.

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