A banda irlandesa U2 publicou neste domingo, um comunicado oficial em seu site e redes sociais condenando as ações do governo de Israel na Faixa de Gaza. No texto, os integrantes afirmam que “todos estão horrorizados há muito tempo com o que está acontecendo em Gaza”, e destacam que o bloqueio da ajuda humanitária e os planos para uma ocupação militar da Cidade de Gaza levaram o conflito a “território desconhecido”.
O vocalista Bono Vox foi o responsável pela declaração mais extensa, na qual critica diretamente o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. “Sabemos que o Hamas usa a fome como arma na guerra, mas agora Israel também o faz, e sinto repulsa pelo fracasso moral. O governo de Israel liderado por Netanyahu hoje merece nossa condenação categórica e inequívoca”, escreveu. Bono também expressou solidariedade ao povo palestino e aos reféns ainda mantidos em cativeiro, pedindo negociações racionais para a libertação.
O guitarrista The Edge questionou o impacto das ações israelenses na imagem do país, afirmando que Israel corre o risco de ser lembrado como um Estado que perseguiu sistematicamente uma população civil vizinha. O baixista Adam Clayton destacou que preservar vidas civis é uma escolha possível no conflito, enquanto o baterista Larry Mullen Jr. classificou o uso da fome como arma de guerra como “desumano e criminoso”.
A banda também anunciou uma doação à organização Medical Aid for Palestinians, reforçando seu compromisso com ações concretas em apoio às vítimas da guerra.