Nick Cave causou uma verdadeira comoção entre fãs e colecionadores ao doar cerca de 2.000 livros de sua biblioteca pessoal para a livraria beneficente Oxfam, em Hove, no sul da Inglaterra. A coleção, que havia sido recriada como parte de uma instalação artística exibida na Dinamarca e no Canadá, inclui obras de filosofia, arte, religião e ficção — com títulos de autores como Salman Rushdie, Ian McEwan, Christopher Hitchens e até uma primeira edição do romance Man in White, de Johnny Cash.
Além dos livros, os visitantes encontraram itens pessoais esquecidos entre as páginas, como bilhetes de avião, mapas, maços de cigarro vazios e até um envelope com a inscrição “Luke’s tooth”, escrita à mão por Cave — uma referência ao seu filho Luke, hoje com 34 anos. Alguns exemplares trazem trechos sublinhados ou anotações feitas pelo próprio músico, o que aumentou ainda mais o valor afetivo da doação.
A livraria, que recentemente se mudou para um espaço maior, viu suas vendas duplicarem com a chegada da coleção. Um funcionário descreveu a doação como “incrivelmente variada” e afirmou que muitos dos livros parecem comuns à primeira vista, mas escondem detalhes únicos para quem souber procurar.
Paralelamente, Cave segue em turnê com o álbum Wild God, lançado em 2024 com os Bad Seeds e participação de Colin Greenwood, do Radiohead. O disco foi descrito por Cave como “profundamente contagiante” e um reflexo do estado emocional dos músicos envolvidos.