A banda Jane’s Addiction está envolvida em uma disputa judicial complexa e pública que expôs tensões acumuladas ao longo de anos. O conflito ganhou força após um incidente ocorrido em 13 de setembro de 2024, durante um show em Boston, que culminou no cancelamento da turnê de reunião e na aparente dissolução do grupo.
No dia 16 de julho de 2025, os integrantes Dave Navarro, Eric Avery e Stephen Perkins entraram com uma ação judicial contra o vocalista Perry Farrell, alegando agressão física, negligência, sofrimento emocional e quebra de contrato. Eles pedem uma indenização de 10 milhões de dólares, alegando prejuízos financeiros causados pelo fim abrupto da turnê. Segundo o processo, Farrell teria agredido Navarro no palco e nos bastidores, além de apresentar comportamento instável e dificuldades para liderar a banda.
Horas depois, Farrell respondeu com uma ação própria, acusando os ex-colegas de assédio prolongado, bullying e violência física. Ele afirma que os músicos tocavam em volumes excessivos para prejudicar sua performance vocal, forçando-o a aumentar perigosamente o volume dos monitores intra-auriculares. O vocalista também relata ter sido agredido por Navarro e Avery, e que sua esposa, Etty Lau Farrell, também foi alvo de violência nos bastidores.
Farrell afirma que não foi consultado sobre o cancelamento da turnê e que foi usado como bode expiatório. Ele contesta as alegações sobre sua saúde mental, que teriam sido divulgadas publicamente por Navarro para justificar o encerramento das atividades da banda e garantir cobertura de seguro.
O episódio em Boston, registrado em vídeo por fãs, mostra Farrell empurrando e desferindo um soco em Navarro durante a apresentação da música “Ocean Size”. A cena exigiu intervenção da equipe técnica e resultou na retirada do vocalista do palco. Após o ocorrido, a esposa de Farrell se pronunciou nas redes sociais, alegando que ele enfrentava dificuldades para ouvir sua própria voz e estava em crise emocional.
Veja a briga que ocorreu no palco:
Desde o incidente, a banda não voltou a se apresentar, e os processos judiciais indicam que o rompimento pode ser definitivo. A disputa levanta questões sobre liderança, saúde mental, responsabilidade profissional e o legado de uma das bandas mais influentes do rock alternativo dos anos 1990.