Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Los Angeles em um ato massivo contra as ações do ex-presidente Donald Trump, marcando um dos momentos mais intensos do movimento “No Kings”. A mobilização foi desencadeada por batidas imigratórias em massa e pela polêmica mobilização da Guarda Nacional e de fuzileiros navais, feita sem o consentimento do governador da Califórnia, Gavin Newsom.
O guitarrista Tom Morello, conhecido por seu ativismo político e por integrar o Rage Against the Machine, teve uma participação marcante nos protestos do movimento “No Kings” em Los Angeles. Morello participou de duas manifestações: uma em Boyle Heights, bairro historicamente latino, e outra no centro de Los Angeles, próximo ao Centro de Detenção Metropolitano, onde imigrantes estavam sendo mantidos pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).
Durante os atos, ele:
- Liderou cânticos e fez discursos em apoio aos imigrantes;
- Usou camisetas com frases como “Destrua o fascismo americano” e “Vidas nazistas não importam”;
- Carregou um cartaz com os dizeres “Defenda Los Angeles”;
- Compartilhou vídeos e fotos nas redes sociais, dizendo: “Fiz alguns amigos em Boyle Heights e no centro de L.A.”.
Em um dos vídeos, Morello afirma que os manifestantes conseguiram fazer os policiais “recuarem”, ao perceberem a força da mobilização.
Histórico de engajamento
Formado em Ciência Política por Harvard, Morello é um ativista de longa data. Ele já havia se manifestado contra o ICE anteriormente, inclusive colando a frase “F#d@-se o ICE” em sua guitarra durante o festival Boston Calling, em maio.
Sua atuação nos protestos de junho reforça seu papel como uma das vozes mais combativas do rock contra o autoritarismo e a injustiça social.