Lzzy Hale, vocalista do Halestorm, se manifestou sobre o processo envolvendo sete atuais e ex-estudantes da Universidade Cornell acusados, em uma ação civil, de violência sexual contra uma ex-aluna. Em publicação nas redes sociais, a cantora criticou os acusados, pessoas que teriam conhecimento do episódio e a forma como o caso foi conduzido pela instituição.
A ação foi apresentada em 14 de setembro por uma ex-estudante identificada como Jane Doe. Segundo o processo, ela teria sido drogada e violentada sexualmente por integrantes da fraternidade Chi Phi em outubro de 2024. Os sete homens são réus na ação civil, mas, até o momento, não foram formalmente acusados criminalmente. As alegações ainda não foram julgadas.
Em sua manifestação, Hale afirmou que pessoas que presenciam ou tomam conhecimento de uma violência sexual e não procuram impedir ou denunciar a situação também devem ser responsabilizadas. A cantora também direcionou críticas a autoridades e instituições que, em sua avaliação, deixem de aplicar medidas adequadas diante de acusações desse tipo.
Parte das declarações da vocalista faz referência à alegação apresentada no processo de que alguns dos envolvidos teriam tido a possibilidade de apresentar textos como forma de atenuar consequências disciplinares. Cornell contesta essa interpretação e afirma que a produção de textos não foi oferecida como punição única. A universidade informou que o processo interno resultou em diferentes sanções, incluindo suspensões e expulsões, sem divulgar as punições individuais.
A fraternidade Chi Phi permanece impedida de funcionar no campus. Cornell afirma que conduziu investigações internas sobre as denúncias e que restrições previstas pelas normas federais de privacidade limitam a divulgação de informações sobre procedimentos disciplinares individuais.
O caso também voltou à esfera criminal. O promotor do condado de Tompkins, Matthew Van Houten, reabriu a investigação após a apresentação da ação civil e afirmou que pretende reexaminar as evidências para avaliar a possibilidade de levar o caso a um grande júri. Segundo ele, o relato apresentado à polícia em 2024 não continha algumas das acusações detalhadas posteriormente no processo. A defesa da ex-estudante contestou a interpretação sobre o depoimento inicial.
Além disso, o gabinete da procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, iniciou uma revisão da atuação de Cornell no caso. A universidade também concordou com a realização de uma análise independente sobre a forma como respondeu às acusações.
Na publicação, Lzzy Hale adotou um tom crítico tanto em relação às acusações descritas no processo quanto à responsabilidade de instituições e testemunhas diante de casos de violência sexual. As declarações da cantora representam seu posicionamento sobre um processo que permanece sob investigação e sem decisão judicial definitiva.