Há 37 anos, em 21 de agosto de 1989, o Brasil perdia Raul Seixas. O cantor e compositor baiano morreu aos 44 anos, em São Paulo, deixando uma obra que atravessou gerações e ajudou a construir uma identidade própria para o rock brasileiro.
Nascido em Salvador, em 1945, Raul começou sua trajetória ainda nos anos 1960 e ganhou projeção nacional na década seguinte. Ao longo da carreira, misturou rock and roll, blues, baião, música nordestina e referências da cultura popular brasileira.
As letras se tornaram uma das principais marcas de sua obra. Filosofia, comportamento, religião, política, liberdade individual e críticas às convenções sociais aparecem em diferentes momentos de sua discografia, muitas vezes acompanhados pelo humor e pela ironia.
A parceria com Paulo Coelho também marcou uma fase importante da carreira e rendeu músicas como “Sociedade Alternativa”, “Gita” e “Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás”.
Entre as canções que permanecem no repertório popular brasileiro estão ainda “Metamorfose Ambulante”, “Maluco Beleza”, “Ouro de Tolo”, “Mosca na Sopa” e “Tente Outra Vez”.
Raul Seixas morreu em decorrência de uma parada cardíaca associada a complicações de saúde. Poucos dias antes, havia lançado com Marcelo Nova o álbum “A Panela do Diabo”, último trabalho de estúdio publicado durante sua vida.
37 anos depois, Raul continua sendo referência para diferentes gerações de músicos e ouvintes e uma das figuras centrais da história do rock nacional.