A banda norte-americana Demon Hunter entrou com um processo contra a Netflix alegando violação de marca envolvendo “KPop Demon Hunters”, filme de animação que se tornou um dos maiores fenômenos recentes da plataforma.
A ação foi apresentada pela banda e pela Hyde Lane, empresa responsável por seus negócios, no Tribunal Distrital da Califórnia. O grupo alega violação de uma marca já existente, falsa indicação de origem e concorrência desleal.
Formado em 2000, o Demon Hunter construiu uma carreira ligada ao metal cristão e já lançou 12 álbuns de estúdio. Segundo o processo, a expansão de “KPop Demon Hunters” para além do streaming aumentou a possibilidade de confusão entre as duas marcas.
A Netflix vem explorando diferentes possibilidades para transformar o filme em uma franquia, incluindo novos projetos audiovisuais e uma possível expansão para apresentações ao vivo. Para a banda, esse movimento cria uma sobreposição ainda maior, já que o Demon Hunter também realiza turnês e comercializa produtos relacionados ao seu nome.
Como exemplos da suposta confusão, a ação cita o caso de uma pessoa que teria comprado ingressos para um show do Demon Hunter acreditando que fossem relacionados a “KPop Demon Hunters”. O processo também relata que um produtor de televisão entrou em contato com a equipe do grupo pensando que os músicos estivessem envolvidos com o filme, além de marcações equivocadas nas redes sociais.
“KPop Demon Hunters” foi lançado pela Netflix em junho de 2025 e alcançou grande repercussão mundial, levando a plataforma a estudar maneiras de ampliar a propriedade para outros formatos.
Enquanto o processo avança, ainda não há confirmação de uma sequência do longa. Os responsáveis pela produção, porém, já discutiram publicamente possibilidades para continuar a história incluindo até uma maior presença de influências do heavy metal em futuros projetos.