Billy Joel revela por que parou de compor: “Não queria manchar meu legado”

Billy Joel revelou por que decidiu encerrar sua carreira como compositor após o lançamento de River of Dreams, em 1993. Em entrevista ao produtor musical Rick Beato, publicada no YouTube, o músico afirmou que não queria comprometer o legado construído ao longo de décadas.

“Já vi artistas que continuam lançando discos quando já passaram do auge. No fim, acabam diluindo o próprio legado”, afirmou.

Segundo Joel, muitos músicos seguem gravando mesmo quando já não possuem a mesma inspiração ou motivação, e ele preferiu evitar esse caminho.

“Talvez eles já não sejam tão bons quanto antes ou simplesmente não tenham mais a mesma motivação. Eu não queria terminar assim.”

O cantor também admitiu que tomar essa decisão não foi fácil.

“Dizer ‘não’ às vezes é muito difícil. Mas eu não queria continuar insistindo só porque eu era o Billy Joel. Queria que fosse realmente bom.”

Joel contou que percebeu que já não tinha a mesma vontade de escrever canções e decidiu parar enquanto ainda estava satisfeito com sua obra.

“Reconheci que não tinha mais a motivação de antes. Então pensei: ‘Pare’.”

O artista disse que sentiu que havia concluído seu ciclo criativo após River of Dreams, seu 12º álbum de estúdio. Na época, ele era casado com a modelo Christie Brinkley e havia acabado de formar uma família.

“Eu não queria mais me trancar em uma caverna e viver como um monge para compor. Já tinha feito isso doze vezes. Pensei: ‘Os Beatles também lançaram doze álbuns’. Aquilo foi suficiente para mim.”

Billy Joel ainda revelou que, recentemente, um compositor de uma banda mais jovem lhe pediu ajuda para finalizar uma música, mas ele percebeu que já não conseguia mais exercer esse papel.

“Eu disse: ‘Você vai ter que resolver isso sozinho, porque eu não consigo mais’. Chega um momento em que você simplesmente esgota tudo o que tinha para oferecer.”

Para o músico, insistir em tentar alcançar o mesmo nível criativo do passado pode se tornar um processo desgastante.

“Você chega a um ponto em que não consegue mais atingir aquele nível e começa a se culpar. Eu não quero mais passar por isso.”

Confira a entrevista completa:

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