Vocalista do Queensrÿche diz que músicos têm direito de abordar temas políticos e sociais

Todd La Torre, vocalista do Queensrÿche, defendeu o direito de artistas expressarem opiniões sobre temas políticos e sociais durante entrevista concedida ao canal Metal Hammer Greece TV.

Ao comentar a frase frequentemente direcionada a músicos “cale a boca e cante” , La Torre afirmou que a liberdade de expressão garante aos artistas o direito de se manifestarem sobre assuntos públicos.

“Sou americano. Tenho todo o direito de expressar minha opinião”, declarou ao entrevistador Hakos Pervanidis. O músico argumentou que divergências de opinião fazem parte do debate democrático e criticou o que classificou como ambientes de discussão limitados por algoritmos e grupos de pensamento homogêneo.

Durante a entrevista, o cantor também destacou que questões políticas e sociais sempre estiveram presentes na história do Queensrÿche. Como exemplo, citou letras do álbum “Operation: Mindcrime”, lançado em 1988, que abordam temas relacionados à política, à sociedade e às instituições de poder.

Segundo La Torre, músicas com conteúdo social ou político não têm como objetivo dizer ao público o que pensar. “Eu tento levar as pessoas a pensar, não dizer o que devem pensar”, afirmou.

O vocalista também comentou temas ligados à polarização política nos Estados Unidos, à cultura armamentista e ao debate público no país. Embora tenha afirmado ser proprietário de armas, destacou que suas opiniões representam posições pessoais e não necessariamente refletem o posicionamento oficial do Queensrÿche ou dos demais integrantes da banda. “Quando expresso minhas opiniões, estou falando como Todd. Não estou falando em nome da banda”, explicou.

Ao longo da conversa, La Torre afirmou que procura acompanhar acontecimentos internacionais e conhecer diferentes perspectivas sobre questões políticas e sociais. Segundo ele, o contato com pessoas de diferentes países ajuda a compreender melhor realidades distintas e os desafios enfrentados em diferentes partes do mundo.

As declarações foram dadas durante entrevista ao canal Metal Hammer Greece TV e repercutiram entre fãs da banda, conhecida por incorporar temas políticos, sociais e geopolíticos em parte de sua obra desde a década de 1980.

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