Novo álbum do Alter Bridge reforça a fórmula construída ao longo da carreira

O Alter Bridge lança seu oitavo álbum de estúdio mantendo a identidade sonora que consolidou a banda ao longo da carreira. Apesar da imagem discreta de seus integrantes, o grupo segue apresentando composições tecnicamente elaboradas, construídas de forma a soar acessível e direta, característica recorrente em sua abordagem do rock de base clássica com forte influência do metal.

O novo trabalho é autointitulado, escolha que costuma indicar uma afirmação estética e artística. No caso do Alter Bridge, o disco reflete a continuidade de uma fórmula já estabelecida, sem alterações significativas na estrutura musical ou tentativas de experimentação fora de seu estilo habitual. As composições seguem uma linha consistente, reforçando os elementos que definem a sonoridade da banda.

Os vocais continuam divididos entre Myles Kennedy e Mark Tremonti, com Kennedy explorando registros mais agudos e melódicos, enquanto Tremonti assume linhas vocais complementares e menos ornamentadas. Musicalmente, o álbum se apoia em riffs de guitarra robustos e em uma construção rítmica alinhada ao metal contemporâneo, mantendo conexões evidentes com o hard rock tradicional.

A faixa de abertura, “Silent Divide”, apresenta uma estrutura dinâmica, com andamento acelerado e destaque para o trabalho de guitarra de Tremonti, incluindo um solo ao final da música. O instrumental do disco é sustentado pela seção rítmica formada pelo baixista Brian Marshall e pelo baterista Scott Phillips, que mantém uma base constante e estável ao longo das faixas.

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