Adrian Smith confirma que fez teste para o Def Leppard após morte de Steve Clark

O guitarrista Adrian Smith, conhecido por sua longa trajetória no Iron Maiden, confirmou que chegou a fazer um teste para integrar o Def Leppard no início dos anos 1990. A revelação foi feita em entrevista recente ao site MetalJournal.net.

Smith entrou para o Iron Maiden em 1980, deixou a banda em 1990 e retornou em 1999, permanecendo no grupo desde então. Durante o período em que esteve afastado, manteve-se ativo musicalmente. Fundou a banda Psycho Motel, que lançou dois álbuns em 1995 e 1997, e participou dos discos Accident Of Birth e The Chemical Wedding, de Bruce Dickinson, lançados em 1997 e 1998, respectivamente.

Segundo o guitarrista, o convite para o teste no Def Leppard surgiu após a morte de Steve Clark, em 1991. “Fui para Los Angeles por alguns dias. O Phil Collen me ligou, junto com o Ross Halfin, e perguntou se eu estaria interessado. Eu disse que sim”, contou. Durante a estadia, Smith tocou com a banda em sessões informais. “Sentamos e tocamos algumas músicas. Soou muito bem. Eles são caras incríveis, mas não deu certo”, explicou. Na época, o lançamento do álbum do Psycho Motel também influenciou sua decisão. “Valia a pena tentar. Eles se saíram muito bem sem mim.”

As declarações de Smith reforçam comentários feitos anteriormente por Phil Collen, guitarrista do Def Leppard, que confirmou que o músico estava entre os nomes considerados para substituir Clark. Em entrevista ao Eonmusic, concedida antes de um show no Hellfest, na França, Collen explicou o processo que levou à escolha de Vivian Campbell.

De acordo com Collen, Campbell se encaixou imediatamente no grupo, tanto musical quanto emocionalmente. Ele destacou que Smith era um músico talentoso e também um bom cantor, característica valorizada pela banda na época. Outros nomes de peso, como John Sykes, também participaram das audições.

Collen ressaltou que os testes eram focados exclusivamente no repertório e na identidade sonora do Def Leppard. “Quem entrasse teria que tocar o que a banda fazia, seguindo as mesmas regras”, afirmou. Além do aspecto musical, o guitarrista explicou que a escolha levou em conta o momento delicado vivido pelo grupo após a perda de Clark. “Queríamos alguém que pudesse trabalhar conosco como parte da família. E Vivian fez isso desde o início.”

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