O baixista Geezer Butler, conhecido por seu trabalho no Black Sabbath, revelou que tem utilizado inteligência artificial como ferramenta de apoio criativo no desenvolvimento de músicas para um novo álbum solo. A informação foi compartilhada durante uma sessão de perguntas e respostas na Steel City Con, realizada em Monroeville, na Pensilvânia.
Segundo Butler, a tecnologia tem sido usada principalmente para simular linhas vocais, o que facilita a apresentação das composições a cantores que devem participar do projeto. Ele explicou que a ausência de um vocalista disponível costumava ser um obstáculo no processo criativo, situação que mudou com o uso da IA. A ferramenta permite que ele demonstre com mais clareza a estrutura e a intenção das músicas antes de levá-las aos intérpretes.
O músico afirmou ainda que tem revisitado ideias escritas desde a década de 1980, atualizando esse material com o auxílio da tecnologia. Butler reconheceu que o uso de inteligência artificial pode ser visto com desconfiança por parte do público, mas ressaltou que o objetivo é apenas aprimorar o processo de criação antes da participação de músicos reais nas gravações.
Ao comentar o método de trabalho do Black Sabbath, Butler destacou a diferença em relação ao passado. Segundo ele, as músicas da banda surgiam a partir de improvisações coletivas, com riffs desenvolvidos em jams, melodias vocais criadas por Ozzy Osbourne e letras escritas posteriormente.
Com carreira solo ativa desde o lançamento de Plastic Planet, em 1995, Geezer Butler demonstra que, mesmo após décadas de contribuição fundamental para a história do heavy metal, segue explorando novas ferramentas criativas em seus projetos atuais.