Max Cavalera diz que inteligência artificial nunca substituirá a colaboração humana na música

Em entrevista recente ao podcast RRBG, o ex-vocalista do Sepultura e atual líder do Soulfly, Max Cavalera, comentou o avanço da inteligência artificial na criação musical e afirmou que a tecnologia jamais será capaz de reproduzir a colaboração humana de forma autêntica.

Com uma trajetória marcada por décadas de influência no metal e parcerias icônicas, Cavalera criticou a ideia de que ferramentas baseadas em IA possam substituir a criatividade que nasce da interação orgânica entre músicos. Segundo ele, algoritmos podem até imitar estruturas sonoras, mas não conseguem capturar a essência da criação coletiva.

“Essa é uma das discussões que tenho com as pessoas sobre essa história de IA. Para mim, isso é algo que a IA não consegue fazer”, afirmou. Cavalera citou colaborações marcantes de sua carreira para ilustrar o ponto: “Não dá para juntar gente como eu e o Dino Cazares, ou eu e o Chino Moreno, ou eu e o Tom Araya, e tirar algo verdadeiro disso com IA. Ela pode até fazer uma cópia, mas não é a mesma coisa”.

Apesar das críticas, o músico não descartou completamente o uso da tecnologia. Cavalera demonstrou uma postura mais equilibrada, defendendo que a humanidade pode aprender a conviver com a IA de forma responsável. “Minha esperança é que possamos coexistir com isso. Algumas coisas podem ser boas, se feitas da maneira correta. Mas a alma, o coração e a paixão isso é humano”, completou.

A posição de Cavalera contrasta com a visão mais favorável à inteligência artificial defendida por outros nomes do metal, como o percussionista do Slipknot, M. Shawn “Clown” Crahan.

Enquanto isso, o Soulfly se prepara para cair na estrada ao lado de Gwar e King Parrot. A turnê começa em 19 de março, em Richmond, Virgínia, e segue até 29 de abril, com encerramento em Charlotte, na Carolina do Norte.

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