Justiça russa classifica Pussy Riot como organização extremista e proíbe atividades do grupo

Um tribunal de Moscou classificou oficialmente o coletivo musical russo Pussy Riot como uma organização extremista. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (15), após solicitação da Procuradoria-Geral da Rússia, segundo informou o jornal britânico The Independent. Com a medida, todas as atividades do grupo passam a ser proibidas no país.

A decisão ocorre após um julgamento realizado em setembro, no qual cinco integrantes do coletivo foram condenadas à revelia, sem a presença das acusadas. As penas aplicadas chegam a até 13 anos de prisão. De acordo com as autoridades russas, o grupo teria divulgado informações consideradas falsas sobre o Exército russo.

As integrantes do Pussy Riot rejeitam as acusações e afirmam que o processo tem motivação política. Atualmente, as integrantes vivem fora da Rússia. Desde o início da guerra na Ucrânia, o coletivo tem se posicionado publicamente contra a atuação do governo russo no conflito.

O Pussy Riot ganhou projeção internacional em 2012, após uma intervenção artística realizada dentro da Catedral de Cristo Salvador, em Moscou, em protesto contra o presidente Vladimir Putin. Desde então, o grupo se consolidou como uma das expressões mais conhecidas da dissidência política no país.

Após o anúncio da decisão judicial, a fundadora do coletivo, Nadya Tolokonnikova, que reside nos Estados Unidos e é procurada pelas autoridades russas, comentou o caso por meio das redes sociais, afirmando que a classificação como organização extremista decorre da postura crítica adotada pelo grupo.

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