John Densmore, baterista do The Doors, afirmou em entrevista à UCR que o grupo se diferenciava desde o início. Ao comentar sobre a longevidade do trabalho da banda, ele declarou: “Eu não sei. A gente só estava compondo essas músicas. Eu esperava conseguir pagar o aluguel por 10 anos. E 60 anos depois, eu ainda estou falando dessa banda. E é disso que me orgulho.”
Densmore também destacou a interação entre os integrantes Jim Morrison, Robby Krieger e Ray Manzarek ao lembrar como o grupo passou a combinar poesia e rock nas composições. “Pensamos: poesia e rock and roll, uau, isso é novo. Jim trouxe isso e nós fornecemos a base sonora para ele, o que ele adorou”, afirmou.
O público pode revisitar a história da banda com o documentário When You’re Strange, dirigido por Tom DiCillo e lançado originalmente em 2009. A produção voltou aos cinemas para uma exibição limitada com sessões remasterizadas em 4K. As primeiras exibições ocorreram na quinta-feira (4 de dezembro) e continuam no sábado (6 de dezembro).
Ao recordar sua primeira reação ao filme, Densmore disse à UCR: “Fiquei muito satisfeito. O filme de Oliver Stone era sobre o artista atormentado, o que é uma ótima história, mas não tinha muito da década de 60. When You’re Strange tem mais daquela época e mais da banda.” Ele também destacou a escolha de cenas de arquivo feitas pelo diretor. “Ele analisou todas as nossas filmagens antigas e pegou aquelas cenas do Jim de barba pedindo carona, e ele meio que se tornou o narrador, extraoficialmente.”
O baterista destacou ainda que a atual reexibição inclui uma entrevista de 10 minutos com ele e Robby Krieger sobre o documentário, além de uma nova gravação de Riders on the Storm produzida para o projeto Playing for Change, com participação dos filhos de Willie Nelson, Micah e Lukas, do baixista Don Was e da cantora Sierra Farrell.
Densmore também comentou sua participação em abril em um show de Krieger no Whisky a Go Go, durante a apresentação do álbum LA Woman. Segundo ele, tocar faixas que nunca haviam sido executadas ao vivo representou um desafio. “The WASP (Texas Radio and the Big Beat) nunca tinha sido tocada ao vivo por nós. Em vez de só tocar a base rítmica, eu toquei melodicamente. Foi um desafio, e desafios são bons”, disse o músico.