Max Cavalera, um dos nomes mais prolíficos do metal mundial, segue firme e criativo aos 50 e poucos anos, equilibrando múltiplos projetos como SOULFLY, CAVALERA, GO AHEAD AND DIE, NAILBOMB e KILLER BE KILLED. Mas é com o SOULFLY que ele volta a surpreender com o lançamento de Chama, um disco que mistura peso, tribalismo e experimentação eletrônica e que marca a estreia de seu filho Zyon Cavalera como produtor.
Em entrevista à Blabbermouth, Max contou que a ideia de colocar Zyon no comando da produção trouxe uma nova energia ao processo criativo: “Ele queria fazer um álbum que soasse diferente dos outros do SOULFLY, que se destacasse por si só. Ainda temos os grooves tribais, mas é pesado pra caramba, agressivo e rápido, com elementos de ruído. A mistura de tribal com eletrônico foi ideia dele, e funcionou.”
Apesar de álbuns anteriores como Totem terem uma pegada mais tradicionalmente metal, Chama se destaca por sua atmosfera densa e momentos de beleza inesperada. “A faixa ‘Chama’, por exemplo, virou um monstro ao vivo. A introdução tem um groove tão poderoso que vi rostos derretendo na plateia”, brincou Max.
O vocalista também revelou que, embora não tenha tentado recriar os primeiros discos da banda, como Soulfly I e Primitive, buscou resgatar a atitude que os tornava únicos. “Não é sobre copiar o som, mas sobre trazer de volta aquela energia. E acho que conseguimos. Esse disco reacendeu algo no SOULFLY. É difícil fazer isso depois de 13 álbuns.”
Mesmo com uma agenda intensa e múltiplas bandas, Max Cavalera não dá sinais de desaceleração. Ele continua fazendo turnês inclusive tocando duas vezes por noite com o SOULFLY e o GO AHEAD AND DIE e se mantém conectado com o público em clubes pequenos, onde, segundo ele, a energia é mais visceral.