Dogma: “Controle excessivo e roteiros gerados por IA para entrevistas”, integrantes contam detalhes

A crise na banda Dogma ganhou novos contornos após a saída conjunta de três integrantes, que revelaram suas identidades e publicaram declarações contundentes contra a gestão do grupo. Segundo elas, a administração transformou a banda em uma “marca” e tratou as integrantes como “peças descartáveis”.

Para a Metal Injection Amber Maldonado detalhou sua experiência desde o início, em fevereiro de 2022, quando foi convidada a fazer um teste para a banda. Mesmo com o dedo ferido e pontos recentes, ela aprendeu os solos de “My First Peak” e “The Dark Messiah” em uma semana. Após ser aprovada, viajou para o Uruguai para gravar videoclipes e conheceu as outras integrantes, com quem teve uma convivência harmoniosa. No entanto, com o tempo, surgiram sinais de problemas estruturais.

Ela relata que a vocalista original saiu do projeto meses depois, e que só então recebeu o contrato oficial. O documento incluía cláusulas que exigiam autorização da gestão para que qualquer integrante pudesse deixar a banda algo que Maldonado se recusou a aceitar. Ela também denunciou que a equipe fornecia “páginas de salada de palavras geradas por IA” como roteiro para entrevistas, o que ela considerou desrespeitoso e artificial.

As denúncias de Maldonado se somam às de Patri Grief e da ex-vocalista Kim Jennett, que também relataram experiências negativas com a administração. A situação levou ao cancelamento de shows nos Estados Unidos e à revelação pública das identidades das integrantes, que até então usavam apenas pseudônimos e mantinham uma estética misteriosa. A banda ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

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