Após mais de três décadas sem lançar material inédito, a banda suíça Coroner retornou com o álbum “Dissonance Theory”, lançado mundialmente em 17 de outubro pela Century Media Records. Este é o primeiro trabalho de estúdio desde “Grin”, de 1993, e marca uma nova fase criativa para o guitarrista, compositor e produtor Tommy Vetterli, conhecido como Tommy T. Baron.
Em entrevista ao programa 213Rock Harrag Melodica Live, Vetterli refletiu sobre o longo intervalo e como sua abordagem musical mudou com o tempo. Ele afirmou que não fazia sentido tentar repetir o que a banda havia feito no passado, pois se considera uma pessoa completamente diferente hoje. “Não poderia escrever No More Color novamente”, disse. Em vez disso, decidiu se permitir explorar novas ideias, mesmo que o processo fosse lento e exigente. “Talvez de 30 riffs, apenas um tenha entrado no álbum”, revelou.
A produção do disco foi marcada por obstáculos pessoais e profissionais. O contrato com a gravadora foi assinado por volta de 2014 ou 2015, mas diversos fatores atrasaram o desenvolvimento das músicas, incluindo perdas familiares, divórcio, a pandemia de COVID-19 e a rotina intensa como produtor musical. “Depois de um dia inteiro gravando uma banda, à noite é difícil ser criativo. À noite, eu odeio música”, confessou.
“Dissonance Theory” apresenta dez faixas em 47 minutos de duração, gravadas por Vetterli no New Sound Studios, na Suíça. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Jens Bogren, conhecido por seu trabalho com Opeth, Kreator e Amon Amarth, no Fascination Street Studios, na Suécia. A arte do álbum foi criada por Stefan Thanneur, completando uma equipe que reflete o equilíbrio entre precisão técnica e introspecção artística que define o som do Coroner.