A polícia de West Yorkshire confirmou a prisão de mais dois homens em conexão com a morte do ex-vocalista da banda Lostprophets, Ian Watkins. Os suspeitos, de 23 e 39 anos, foram detidos dentro da prisão sob acusação de conspiração para cometer assassinato. Eles serão interrogados e, posteriormente, liberados sob fiança enquanto as investigações continuam.
Essas prisões se somam às de Samuel Dodsworth, de 43 anos, e Rico Gedel, de 25, que já haviam sido formalmente acusados e estavam agendados para comparecer ao tribunal em 21 de outubro.
Watkins morreu aos 48 anos no dia 11 de outubro, após ter a jugular cortada por um companheiro de cela. Segundo relatos publicados pelo jornal The Sun, o ataque foi considerado extremamente brutal, mesmo pelos padrões carcerários. Guardas chegaram rapidamente ao local, mas não conseguiram salvar o músico, que morreu por perda de sangue.
Essa não foi a primeira vez que Watkins sofreu violência na prisão. Em 2023, ele foi mantido refém e agredido por outros detentos, ficando em estado grave. Watkins foi condenado em dezembro de 2013 a 35 anos de prisão por 13 crimes sexuais, incluindo tentativa de estupro de menores, abuso sexual e posse de imagens indecentes envolvendo crianças e animais. O juiz responsável pelo caso classificou os crimes como “profundamente depravados” e destacou a ausência de remorso por parte do réu.
Após sua condenação, os integrantes remanescentes do Lostprophets se distanciaram publicamente de Watkins. Em entrevista ao The Sunday Times em 2014, os guitarristas Mike Lewis e Lee Gaze afirmaram que não tinham interesse em retomar contato com o ex-colega, expressando solidariedade à família do cantor diante do estigma causado pelos crimes.
A investigação sobre o assassinato de Watkins segue em andamento, com novas prisões e desdobramentos esperados nos próximos dias.