David Gilmour esclarece “nada no mundo” o faria voltar a tocar com Roger Waters

O Pink Floyd continua sendo uma referência incontornável para fãs de rock progressivo e música psicodélica ao redor do mundo, mas qualquer esperança de uma reunião entre os membros fundadores parece cada vez mais distante. Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, David Gilmour foi categórico ao afirmar que “nada no mundo” o faria voltar a tocar com Roger Waters. A relação entre os dois músicos, que já foi marcada por colaborações históricas, hoje é definida por ressentimentos profundos e divergências políticas.

Gilmour declarou que evita pessoas que “apoiam ativamente ditadores genocidas e autocráticos”, em referência às declarações de Waters sobre Vladimir Putin e sua participação, por videoconferência, no Conselho de Segurança da ONU em 2023, a convite do governo russo. A esposa de Gilmour, Polly Samson, também se manifestou publicamente contra Waters, chamando-o de “antissemita até a medula” e “apologista de Putin” em um tuíte que gerou grande repercussão.

Samson, que contribuiu com letras para o álbum “The Division Bell” de 1994, revelou que deixou de assinar composições por sentir que enfrentava uma “misoginia internalizada” dentro da comunidade de fãs do Pink Floyd. Ela relatou que muitos a culpavam pela saída de Waters da banda, comparando a situação a um divórcio em que ela teria “tirado o papai da mamãe”. Gilmour reconheceu que não fez o suficiente para protegê-la na época, mas afirmou que ambos superaram os desafios.

Em outra entrevista, Gilmour refletiu sobre o rótulo de “rock progressivo” frequentemente atribuído ao Pink Floyd. Segundo ele, o termo não se aplica à banda, pois considera o prog como um gênero dominado por músicos tecnicamente virtuosos e excessivamente sérios, o que não corresponde à abordagem emocional e espontânea que sempre buscou em sua música.

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