Brian May admitiu em entrevista recente que até hoje acha difícil tocar Bohemian Rhapsody ao vivo, afirmando que precisa “manter a cabeça equilibrada” para não se perder durante as partes mais exigentes da música. Ele descreve o riff da canção como algo nada intuitivo para guitarra, resultado de ideias musicais de Freddie Mercury que desafiaram os limites do instrumento.
O icônico guitarrista afirmou que mesmo após cinco décadas, Bohemian Rhapsody jamais se tornou algo automático em seu repertório e que, apesar da memória muscular, cada execução exige um esforço consciente. Ele também aproveitou para comentar que não planeja voltar às longas turnês e cogita fazer uma residência da banda no Sphere, em Las Vegas.
May também destacou o impacto emocional que Bohemian Rhapsody tem até hoje no público, dizendo que ainda se impressiona com a reação das plateias ao ouvir os primeiros acordes. Para ele, a faixa representa “a alma de Freddie”, um tributo vivo ao talento e à ousadia criativa de seu antigo colega de banda. O guitarrista e cientista afirma sentir-se privilegiado por continuar levando a música aos palcos, mesmo com as dificuldades técnicas e a carga emocional envolvida, e garante que cada nova performance é uma forma de manter o espírito do Queen e de Mercury eternamente presentes.
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