Jürgen Bartsch, músico alemão e fundador da banda Bethlehem, morreu no dia 27 de agosto de 2025, após enfrentar uma doença grave não especificada. A informação foi confirmada pela vocalista da banda, Yvonne “Onielar” Wilczynska, por meio de uma publicação nas redes sociais. Bartsch era considerado uma figura central na cena do metal extremo europeu e a única presença constante na formação da banda desde sua criação em 1991.
Na mensagem publicada no Instagram oficial da banda, Onielar escreveu: “Após uma doença grave, perseverança e grande espírito de luta, nosso querido amigo e estimado fundador da Bethlehem – Jürgen Bartsch – faleceu em 27 de agosto de 2025. Com profunda tristeza e com o coração partido, em nome de Bethlehem, jamais o esqueceremos. Descanse em paz.”
Bartsch foi responsável por definir a identidade sonora da Bethlehem, banda pioneira do subgênero conhecido como Depressive Suicidal Black Metal (DSBM), que mistura elementos de doom, black metal e atmosferas introspectivas. O álbum de estreia Dark Metal (1994) e o controverso Dictius Te Necare (1996), cantado em alemão, são considerados marcos do gênero e influenciaram diversas bandas posteriores.
A gravadora Prophecy Productions, responsável por lançar parte da discografia da Bethlehem, também se manifestou sobre a morte do músico. Em nota oficial, o fundador da gravadora, Martin Koller, afirmou estar “em choque” com a notícia e destacou o legado artístico de Bartsch: “É difícil lidar com essa perda e expressar em poucas palavras o quão maravilhoso era o ser humano e o artista brilhante que Jürgen era.”
Bartsch deixa uma trajetória marcada por inovação, autenticidade e resistência dentro de um dos segmentos mais obscuros e desafiadores da música pesada. Sua morte representa uma perda significativa para o metal extremo europeu e para os fãs que acompanharam sua obra ao longo de mais de três décadas.