John Fogerty critica Donald Trump por uso de música em evento político

John Fogerty, vocalista e compositor do Creedence Clearwater Revival, voltou a criticar publicamente o uso da música “Fortunate Son” por Donald Trump em eventos políticos, mesmo após ter emitido uma ordem de cessar e desistir em 2020. A faixa, lançada em 1969, é um protesto contra as injustiças sociais e militares da época da Guerra do Vietnã, especialmente o privilégio de filhos de políticos e ricos que escapavam do alistamento obrigatório.

Fogerty afirmou que Trump representa exatamente os três aspectos criticados na letra: o privilégio político, o privilégio financeiro e a evasão fiscal. Em entrevista recente à revista Vulture, o músico classificou “Fortunate Son” como sua música mais incompreendida, especialmente por pessoas conservadoras e, segundo ele, “principalmente pelo Sr. Trump”.

Ele explicou que muitos interpretam erroneamente a canção como um hino patriótico, ignorando o tom de cinismo e rebeldia que permeia a composição. Para Fogerty, é quase cômico que alguém como Trump use a música como trilha de campanha, já que ela foi escrita justamente contra figuras como ele. “Não consigo imaginar usar essa música como tema de campanha política, principalmente quando você parece ser a pessoa sobre quem estou gritando na música em todos os três aspectos. É hilário para mim”.

Mesmo após a ordem legal, uma versão instrumental da música foi tocada em um desfile militar organizado por Trump em junho, no dia de seu aniversário, reacendendo o debate sobre apropriação indevida de obras com forte conteúdo crítico. Fogerty, veterano de guerra e defensor da justiça social, segue firme em sua posição de que “Fortunate Son” não deve ser usada para promover mensagens que contradizem seu espírito original.

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