Radiohead, The Cure, Massive Attack e outros, pedem que governo bloqueie projeto de petróleo, entenda

Um grupo de músicos renomados incluindo Robert Smith (The Cure), membros do Radiohead, Massive Attack, Lola Young, BICEP e Olly Alexander, assinaram uma carta aberta ao primeiro-ministro britânico Sir Keir Starmer pedindo que o governo bloqueie o desenvolvimento do campo petrolífero de Rosebank, o maior ainda não explorado no Reino Unido. A iniciativa foi liderada por Brian Eno, músico e produtor conhecido por seu ativismo ambiental.

O campo de Rosebank está localizado a cerca de 130 km da costa das Ilhas Shetland e é operado pela empresa estatal norueguesa Equinor. O projeto prevê a extração de mais de 500 milhões de barris de petróleo equivalente, o que poderia gerar mais emissões de CO₂ do que todos os 28 países de menor renda do mundo juntos em um ano.

Os críticos apontam que:

  • O projeto contradiz os compromissos climáticos do Reino Unido.
  • A área está próxima de uma zona marinha protegida, rica em biodiversidade.
  • A maior parte do petróleo será exportada, oferecendo pouco benefício direto ao Reino Unido.
  • O projeto pode custar aos contribuintes britânicos cerca de £3 bilhões em subsídios, com uma perda líquida estimada de £750 milhões.

A carta destaca que a crise climática já afeta o setor cultural desde festivais cancelados por eventos climáticos extremos até o aumento dos custos de energia para casas de shows. Um trecho diz: “A expansão contínua do petróleo e gás coloca em risco não apenas o nosso clima, mas os espaços culturais onde a música é criada e compartilhad”. Brian Eno, por meio de sua iniciativa EarthPercent, afirma que novos projetos fósseis são incompatíveis com um futuro habitável e sustentável.

O Departamento de Segurança Energética e Emissões Zero do Reino Unido respondeu dizendo que sua prioridade é garantir uma “transição justa, ordenada e próspera no Mar do Norte”, alinhada com os compromissos climáticos e legais. Já a Equinor defende o projeto como essencial para a segurança energética britânica e geração de empregos, prometendo reduzir as emissões por meio da eletrificação do processo de produção — embora especialistas alertem que isso não resolve o impacto climático da queima do petróleo extraído.

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